Andando pelo ferro-velho, encontrei um gerador de rf AN-URM 25D, sem algumas válvulas, sem tampa, sem caixa e sem fonte; os circuitos pareciam completos e resolvi investir, após a costumeira troca de ofertas, comprei-o. Providenciei uma limpeza, já verificando possíveis componentes avariados, achei alguns capacitores suspeitos e substitui-os; após restaurar os circuitos e recolocar as válvulas faltantes, o bicho parecia completo.
Faltava a fonte, um circuito relativamente simples, estudei-a e lapidei alguns conhecimentos sobre fontes ressonantes; o simples circuito exigia componentes precisos, senão a ressonância seria difícil de se conseguir. Após um longo tempo tentando reunir os componentes, consegui-os e dei início à montagem, esquema simplificado:

E aqui o circuito da fonte, completo:

Ferro de solda quente, mãos à obra, queima dedo, solda aqui, solda ali e resultado é este:

A fonte ficou bem maior que a original e, também, mais pesada.
Após os testes iniciais, tudo correu como o esperado e partimos para a conexão com o gerador , o auxílio da lâmpada série é fundamental, ligação feita, período de aquecimento e tudo corre normal, com exceção das lâmpadas de iluminação do dial que teimaram em não acender, muito embora estivessem boas e testadas.
Partimos então para as medições e eventuais calibrações; com o auxílio de meu fiel frequencímetro Minipa 7150, fiz várias verificações, em todas as faixas e o gerador mostrou-se bastante preciso, muito embora apresentasse uma indicação um pouco superior nos valores, mas de maneira uniforme. Pesquisando um meio de corrigir isso e eis que me deparo com a solução no próprio manual; o engenheiro projetista colocou um parafuso de ajuste no topo de fixação do eixo sem-fim, que comanda o ajuste de frequência, e soltando-o você pode ajustar a geração de acordo com a referência confiável, engenheiro coisa é outra inteligência.
Faltava agora uma caixa para alojar tudo isso; as dimensões das criaturas dificultava achar uma adequada e eu precisando utilizar o gerador para calibrar e alinhar o meu Collins; olha aqui, olha ali e a vista caiu sobre um monitor tubão que estava para ser jogado fora, retira-se o tubo e as placas e após algumas medições foi verificado que a “coisa” cabia lá dentro, a fonte ficou assim:

E a parte frontal ficou assim:

E vamos em frente, muitos rádios para restaurar e alinhar. Até breve, Motta PY2MAS.